
Estamos imersos em um cenário de inovação e tecnologia em diversos segmentos. Como consumidores comuns, buscamos opções que nos poupem tempo, sejam flexíveis e tenham transparência. Temos maior habilidade de comparar preços e valorizamos mais os serviços e experiências. Temos, também, mais conhecimento e discernimento na escolha, bombardeados por inúmeras fontes de dado e informação.
Como protagonistas de mercado de seguros, enfrentamos um desafio enorme de atender as exigências do novo consumidor com a velocidade e dinamismo que são demandadas. Mas com a devida cautela exigida por um segmento complexo e cuja matéria prima é o gerenciamento de riscos.
A percepção geral ainda é de um mercado conservador, atrasado e mais resistente a mudanças, além de efetivamente aquém das evoluções em outros segmentos. Mas será que essa cobrança é justa? Podemos esperar que a velocidade de inovação de um setor de varejo, ou até de outros setores financeiros, seja um espelho para o mercado securitário?
Diante de tamanhas oportunidades, o segmento de insurtechs tem voltado a atenção para o setor no desenvolvimento de ferramentas, produtos e soluções inovadoras. A realidade nos mostra que o desafio é grande para ambas as partes, que precisam conversar a mesma língua e aprender, uns com os outros, a tirar o melhor proveito de um mercado com alto grau de complexidade e que necessariamente demanda aprimoramento do conhecimento técnico.
Em termos gerais, a vontade de avançar caminha em paralelo com a dificuldade de prever o novo, seus desvios e riscos. Com um papel social relevante na economia, o setor de seguros precisa garantir o pagamento dos sinistros oriundo dos riscos que honrar, que em sua maioria estão atrelados a eventos e comportamentos históricos que se repetem e servem como base para uma previsão e desvios quase sempre mensuráveis. Os dados não caminham na mesma velocidade das mudanças sociais. O tamanho da consequência de flexibilizar uma cláusula, de alterar um produto ou de aceitar mais ou menos coberturas precisam ser estudados com cautela e demandam tempo, ou podem vir a ser fatais.
O que podemos esperar, como consumidores, é um mercado cada vez mais alinhado às nossas necessidades, e que se moderniza em uma velocidade diferente das demais, sem isso ser, necessariamente, ruim. Quando analisamos o tempo e a cautela como consequência do compromisso com os segurados, naturalmente depositamos ainda mais credibilidade em um setor responsável e sólido.



